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Mogadouro


Mogadouro é uma vila no distrito de Bragança, que fica junto ao Parque Natural do Douro Internacional, do rio Douro e da fronteira com Espanha. Dista da capital de distrito em cerca de 80 Km e de Mirandela a cerca de 75 Km.

Mogadouro é um povoado antigo e anterior à fundação do Condado Portucalense. O topónimo Mogadouro, será de origem Árabe - Macaduron.
A região é toda ela herdeira de uma história antiga, onde se podem observar os muitos vestígios da presença desses povos que a habitaram desde os tempos pré-históricos.

Posteriormente, a região foi ocupada pelos Romanos e dominada mais tarde pelos Visigodos, até à conquista por parte dos Muçulmanos.
Mas com a reconquista Cristã da Península Ibérica, o Reino de Portugal toma posse de toda a região, ainda com D. Afonso Henriques, que depois entrega Mogadouro à Ordem dos Templários - isto por volta de 1145.

Em 1272, D. Afonso III concedeu o primeiro foral a Mogadouro, tendo sido renovado no ano seguinte. Mais tarde, em 1512, D. Manuel concedeu novo foral. Em 1433, a vila de Mogadouro é doada a Álvaro Pires de Távora, passando a estar desde então ligada à família dos Távoras. Estes por sua vez conseguiram o título de Marqueses, dado o papel importante e influente em toda a região.

Mas só a partir do século XVI é que Mogadouro teve algum progresso de relevância, quando a família dos Távoras, que entretanto toma o comando da vila e da sua fortaleza, coopera de tal forma que a vila desenvolve-se imenso. Para isso contribuíram obras como a fundação da Santa Casa da Misericórdia e também do seu templo, a ponte entre Valverde e Meirinhos ou a ponte de Remondes entre Mogadouro e Macedo de Cavaleiros. Além de igrejas e capelas.

Hoje, é indispensável uma visita ao centro histórico desta linda vila, onde se pode encontrar o Castelo, a igreja Matriz de origem românica, a igreja da Misericórdia, o Pelourinho, o Solar dos Pegados ou o Convento de S. Francisco. Também dispersos pelo concelho estão os Castros, as Igrejas com origens Românicas como em Algosinho e Azinhoso ou os Pelourinhos, entre outras construções tradicionais.

O concelho vive principalmente da agropecuária. Produzindo cereais e explorando a amendoeira, a vinha, a oliveira, o castanheiro e o sobreiro.
Cria gado para produção de carne – bovino e gado caprino e ovino para a produção de lã, leite e também carne.

Existem no concelho coutos onde se pode praticar a caça ao coelho, à lebre e à perdiz. O setor secundário é dominado principalmente pela construção civil e pelo fabrico de cerâmica. O turismo começa agora a ganhar alguma relevância em relação a outras épocas, estando o concelho inserido na Região de Turismo do Nordeste Transmontano.

A gastronomia é uma das riquezas da região, assim como em todo o Planalto Mirandês, onde se destacam a posta mirandesa, o bulho com cascas, a feijoada à transmontana, a marrã, os chichos, o javali, o cabrito assado, as costeletas de borrego grelhadas, a caça, os peixinhos do rio de escabeche, as sopas de Xis e de Cegada, os queijos de ovelha, o mel e claro o fumeiro.

Mogadouro faz parte do itinerário das Amendoeiras em Flor, que têm a sua magnificência nos meses de Fevereiro e Março.

Além do Português, nesta região, também se fala a sua própria língua – o Mirandês.

A visitar:
  • Castelo de Mogadouro
  • Castelo de Penas Róias
  • Castelo Medieval (cidadela do Penedo)
  • Castelo de Oleiros
  • Igreja Matriz de Mogadouro
  • Igreja de São Martinho do Peso
  • Igreja de Algosinho
  • Igreja de Santa Maria
  • Convento de São Francisco
  • Capelas das Pereiras e dos Mouros
  • Capela do Senhor da Fraga
  • Ruínas da Capela de São Fagundo
  • Castro Vicente
  • Pontes Medievais e Pelourinhos
  • Solar dos Pegados

Festas e Romarias:
  • Amendoeiras em Flôr, em Março
  • Festa de São Mamede, em Junho
  • Festa de Santa Ana, no 1º Fim-de-Semana de Julho
  • Festa de Nª Sra do Caminho, no último Fim-de-Semana de Agosto
  • Feira dos Gorazes, a 15 e 16 de Outubro


   

Castelo de Mogadouro
Foto: Cees Van Gastel